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Meio Ambiente vai criar grupo para elaborar Plano Municipal de Resíduos Sólidos
Divulgação

Quarta, 19/4/2017 10:49.

A audiência pública sobre gestão de resíduos sólidos no município, realizada na segunda-feira (17), na Câmara Municipal, durou mais de três horas e faltou tempo para discutir mais sobre o tema.

O vereador André Meirinho, que promoveu a audiência junto com os demais vereadores do seu partido, disse que esta foi a primeira oportunidade para que a comunidade ali representada e os órgãos públicos envolvidos pudessem expor suas ideias e apresentar as demandas.

“Principalmente proposições de soluções inovadoras e sustentáveis para Balneário Camboriú definir seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS)”, colocou.

Uma decisão tomada na audiência é que através da secretaria do Meio Ambiente será criado um grupo para elaboração do Plano Municipal. Também foi discutido o contrato da Ambiental, que presta hoje os serviços de coleta e destinação dos resíduos no município, e que termina no final do ano.

A secretaria do Meio Ambiente acredita que seja necessário o Executivo ampliar por algum tempo o contrato, pelo menos até que o Plano Municipal esteja concluído.

A vereadora Juliethe Nitz concorda que o contrato seja prorrogado até o Plano ficar pronto, mas acredita que depois seja necessária uma nova licitação.

“A necessidade da cidade precisa ser revista, temos outra realidade hoje”, disse Juliethe.

Um exemplo é a coleta seletiva, que é uma fonte de renda, e não está funcionando adequadamente na cidade, segundo a vereadora.

“No início do ano protocolei um projeto para que o poder público separe seu lixo, fazer uma coleta seletiva dentro do poder público, como o Fórum já faz”, disse Juliethe.

Meirinho também lembrou que os catadores estarão incluídos no Plano que será construído. A Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Balneário Camboriú (Coopermar) apresentou suas solicitações de apoio ao poder público para conseguirem se estruturar de forma adequada, a começar pela resolução dos entraves relacionados ao terreno que ocupam atualmente.

Outra questão discutida foi a destinação dos resíduos, que no entendimento da maioria, precisa envolver outros municípios. “A integração é essencial, porque hoje depositamos no aterro que fica em Itajaí, o resíduo da construção civil vai para Camboriú”, destacou Meirinho.

Na opinião de Luciana Andréa, coordenadora do Instituto Eco Cidadão, não será possível tomar nenhuma decisão enquanto o Plano Municipal não estiver pronto. “Ele não ficará pronto até o final do ano. Então é muito importante manter o interesse, a participação da comunidade porque ainda tem muito chão pela frente”, acredita.

A audiência foi presidida pelo Promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello. Participaram como debatedores a prefeitura, Ministério Público, secretaria do Meio Ambiente, secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social, EMASA, Ambiental, Coopermar, Instituto Eco-cidadão, Instituto Lixo Zero, Udesc, Univali e a comunidade.

Estiveram presentes autoridades, acadêmicos e professores de instituições de ensino superior da região, membros de associações e entidades da sociedade civil organizada.

 


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