Jornal Página 3
Morador de Balneário relata viagem e suas Impressões da Suíça
Fotos Arquivo Pessoal Hélvion Ribeiro
A belíssima Luzerna - Suiça
A belíssima Luzerna - Suiça

 Por Hélvion Ribeiro

“Penso em alguns cuidados básicos para viajar. Ir em boa companhia, no caso minha mulher, que é uma grande companheira. Viajamos do final da primavera até o começo do verão, 54 dias, entre 10 maio e 5 de julho deste ano, porque queríamos uma estação de pouca chuva, pouco frio e pouco calor. É bom estudar aonde quer ir, e também ajuda ouvir opiniões dos amigos. Calçado confortável  (essencial) se pretende caminhar bastante. É nossa opção. E mais:

  • Não confie totalmente no celular. Só levei celular, porque máquina fotográfica grande pesa, a gente tem que cuidar para não perder ou bater nos outros. Não me arrependi.  

  • A bagagem vai em função da meteorologia, no caso 15k (podia ser 32) por pessoa. Na volta o total deu 45k (compras). 

  • Não tínhamos roteiro ou hotéis reservados exceto a primeira semana em Roma e 10 dias na Suíça. Nos outros lugares, sempre viajando de trem, chegamos na estação das cidades e se fosse interessante, a gente descia, deixava a bagagem no maleiro da estação e procurava um hotel. Todas as estações de trem, são no centro das cidades. O tempo mais longo para achar um hotel,  foi em Berna,  2 horas!  Havia congressos na cidade que estava cheia.

  • Nos 54 dias de viagem entre Itália e Suíça choveu um dia e três foram nublados. Todos os dias restantes sol, em céu límpido das 7 da manhã às 9 da noite. Temperatura média 15-25C., exceto duas  noites suíças, muito quente, e sem ar condicionado, que eles praticamente não tem, porque lá é frio”.


QUANTO CUSTA?

“O preço de qualquer hotel, é mais ou menos 20% mais barato que pelo Booking ou similar. Mas acho que viajar sem reservas, serve só para quem tem bastante tempo disponível. Hoje tem este jeito mais barato de hospedagem que é o Airbnb, em que você fica na casa de alguém. É o futuro, mas não o nosso estilo. Tem também os albergues, bastante usados. A nossa hospedagem mais barata foi em Roma, 55E diária para casal. Hospedagem mais cara diária de  274E, em Berna (a cidade mais bonita e mais cara) hotel 4 estrelas. Nos outros lugares pagamos em hotéis 3 estrelas, média de 140E por noite, às vezes sem café, que está desaparecendo”.
 
 
 OS PASSEIOS
 
“Fomos para desmistificar a Suíça e também para ver sua beleza natural, a arquitetura das vilas e cidades e a paisagem humana. Se fosse cara demais, a gente voltaria para Itália. Na Suíça, por 25 dias, acertamos bem a questão de transporte pela compra do Swiss Travel Pass - 420Euros por pessoa, para por 15 dias, poder viajar para qualquer lugar do país, em segunda classe, por trem, ônibus ou barco e podendo ver qualquer um dos 480 museus estatais (a grande maioria). Foi ótimo. Você chega em qualquer estação, decide onde quer ir na hora ou qualquer outro dia, consulta o balcão de informações que lhe dá impresso os horários dos trens - da partida e da chegada!  Funciona perfeito como o relógio suíço. Na Suíça recebem Euro em todos os lugares, mas o troco vem em francos suíços, que tem valor mais baixo. Lá não é o melhor lugar para ver museus. Arte é na Itália. O principal da Suíça é a natureza e a beleza das cidades e vilas. Não tive muita sorte nos vinhos que escolhi, mas a beer, er a muito boa. O que tem de parreiras de uva e oliveira é impressionante”.
 


A GASTRONOMIA

“Nos hotéis funciona a lei da oferta e da procura. Subiu a demanda, sobe o preço. A Suíça, onde o imposto é muito alto, é muito mais cara do que a Itália ou Alemanha. Principalmente os restaurantes. Se a gente comia mais ou menos bem na Itália por 30E o casal, sem bebida, na Suíça o mesmo custa 90E. Mas a qualquer hora se vê milhares de pessoas comendo sanduíches ou pizza na  rua, em pé,  sentados em qualquer lugar, calçadas, muros. Isto jovens, crianças, adultos ou idosos. Também tem pouca carne de gado. É muito porco e galinha. O caminho é mesmo comprar alimentos e bebidas nos mercados. Até hoje não encontramos  comida com a qualidade, preço (apesar de tudo) e quantidade, como no Brasil. Lá, restaurante mesmo, foi raro”!


AS PESSOAS

“Surpreendeu o número de pessoas fumando na Suíça. A juventude é muito bonita, como a nossa, e se veste do mesmo jeito. Se vê poucas pessoas obesas. As mulheres mais idosas, cuidam muito menos dos cabelos do que as nossas, não costumam tingir e usam roupa de cor neutra. Muita, muita gente viajando sozinho (a). Muitos adultos e idosos de mochila nas costas, de bicicleta ou a pé e até de muletas. Milhares de pessoas fazendo trilha em todos os lugares”.


OS HABITANTES

“A Suíça é pequena tipo Santa Catarina. Lá tem 8 milhões de pessoas. São ricos e organizados. Poucos turistas. Mas o pessoal do país curte muito viajar. As pessoas são educadas,  cordiais, mas sem afetação. Não se vê muito exibicionismo, nem nossa tensão constante. Eles passam a impressão de que estão de bem com a vida. Não vimos vendedores na rua ou pedintes. O país é muito equilibrado. O salário mínimo é de 9 mil reais. Por outro lado não existem salários muito altos. Não há pobreza. Percebe-se imensa preocupação com a ecologia e com a natureza”.


As cidades encantam

 “A maior cidade Zurick, é tipo Curitiba, mas mais bonita. Ali se vê alguns policiais. Nas outras cidades ou vilas não se vê policiais, guardas de trânsito, seguranças, nada. As cidades são pequenas tipo as nossas do Vale do Itajaí.  Se você fica no centro do país, pode em 2 horas de trem estar em qualquer extremo. Viajar sem malas é tranquilo, porque os trens são muito confortáveis. Muita gente leva comida e bebida para o trem. Levam também malas e bicicletas. Patinete é muitíssimo comum para qualquer idade. Qualquer cidadezinha como Ilhota, tem quase  50  trilhos de trem. 

O suíço se dedica demais ao esporte. Muitos clubes, quadras, praças esportivas ou esportes ao ar livre. Os campos de esqui estão fechados nesta época. Deu pra ver que esquiar é um esporte caro, porque chegar nas montanhas, exige roupa e transporte especial.

O povo é na imensa maioria claro, e há poucos imigrantes. Muitos portugueses trabalham nos hotéis. Muitas pousadas são tocadas pela família. Há dificuldade na mão de obra de serviços.

Davos, Basel e Zurich, não são tão espetaculares, mas  dezenas das cidades e vilas  que conhecemos são formidáveis. Algumas cidades belíssimas não me saem da cabeça: Berna, St. Moritz, Zermatt, Spiez, Interlaken, Lucerna, Disentis, Montreux, Constance (na divisa) Brig.

Outra coisa, ninguém te engana. O que é seu, é seu, o que é dos outros é dos outros. Também não foi possível perceber o gigantesco sistema bancário que todos sabem que existe lá. Zurich tem uma área de prédios de vidro, mas bem menor que a de Balneário Camboriú. Não vimos nenhuma cidade que tenha tantos prédios e tão altos como a nossa. Ver casas, vilas e cidades de mais de 500 anos é muito comum. 

No campo se usa muito o que tem no local. Muitas casas de pedra e madeira, sem pintura, só com verniz ou óleo na cor da madeira. Eletricidade, sistema hidráulico, aquecimento e vedação das aberturas é perfeito. Toda a eletrificação nas cidades grandes ou pequenas é subterrânea. Nota-se muito pouco barulho. Nos mercados sempre existem algumas caixas, que a pessoa contabiliza e paga sozinha.

Pensei que tinha visto favelas, mas eram áreas de 600 a 700 pequenos lotes agrupados,  de 6x8m, com uma barraca ou um trailer, onde eles passam o dia ou o fim de semana na beira do lago, e fazem uma pequena horta, onde adultos e crianças plantam. A área rural, é toda mecanizada, são pequenos tratores, com campos plantados de feno e vaquinhas com sino no pescoço. O passado e o futuro convivendo”.O casal imitando Freddie Mercure. Em Montreux

Zurich, a maior cidade suíça.

Bern, a capital

Disentis, 2100 habitantes

Hotel em Montreux

Jovens no lago de Zurich


Imperia, poderosa prostituta, o rei e o papa nas mãos. Lago Constance

Estacionamento bikes, Zurich

Paisagem rural

 


Hélvion e Ieda Ribeiro moram em Balneário Camboriú.


Sexta, 6/10/2017 7:26.


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