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'Matador de gigantes', Dora desponta como revelação do surfe no país
Facebook pessoal.

GUILHERME SETO E ADRIANO VIZONI, ENVIADOS ESPECIAIS
SAQUAREMA, RJ (FOLHAPRESS) - A grande coqueluche da etapa de Saquarema foi o garoto Yago Dora, 20, o improvável brasileiro que conseguiu sua vaga em triagem local e eliminou três campeões mundiais e favoritos ao título, ganhando assim a alcunha de "matador de gigantes" dos locutores das provas.

O curitibano de sorriso tímido chegou ao Rio como virtual desconhecido do público e tirou o havaiano John John Florence, o australiano Mick Fanning e o compatriota Gabriel Medina da competição e só foi parado na semifinal por Mineirinho, que viria a ser campeão.

Exceção feita a Mineirinho, os demais brasileiros não estão em boa temporada, e Dora aparece como um novo nome para brigar pela ponta nos próximos anos. Ele é a promessa de renovação da "Brazilian Storm", que conta com atletas de até 30 anos e outros mais perto dos 20.

"A bateria que mais me marcou foi contra o John John, porque eu vi a torcida naquela vibração e pensei que precisava ganhar pelo menos aquela. Foi engraçado chegar tão longe, ganhar de ídolos meus, porque eu só entrei querendo mostrar meu surfe para os juízes e as pessoas, sem muita pretensão", diz à reportagem.

Dora atualmente ocupa a terceira colocação do Qualifying Series (QS), que garante vaga no Championship Tour (a elite do surfe mundial) do ano seguinte aos 10 mais bem colocados. Caso siga nessa posição, no ano que vem enfrentará os adversários que conheceu em Saquarema durante o ano inteiro.

"Ele é impressionante. Viemos a conhecê-lo apenas nos últimos anos e possível perceber que tem muito talento, dá aéreos muito técnicos. O Brasil tem que ter orgulho de tê-lo como representante", diz Mick Fanning, tricampeão mundial, que perdeu para ele nas quartas de final.

Dora conquistou fama no mundo do "freesurf", ou surfe não-competitivo, com seus aéreos (manobra em que o surfista usa a onda como uma rampa e faz movimentos no ar) altíssimos e acrobáticos. A revista especializada "Stab" chegou a perguntar se um aéreo dado pelo brasileiro em 2014 não seria o mais alto da história. Em Saquarema, foi com eles que eliminou os "caciques", conseguiu notas altas e levou a torcida para o seu lado: ele virou o xodó das adolescentes na areia.

"A gente gosta muito dos novos fãs de surfe e a energia que eles passam. Por outro lado, se nos primeiros dias eu fiquei tranquilo em Saquarema, depois eu não conseguia ir para lugar algum sem dar milhões de autógrafos. É triste, porque você não consegue atender a todos, senão você não se concentra nem se alimenta", afirma.

Nas redes sociais, seus fãs idolatram vídeos de ar hipster em que Dora mistura manobras plásticas com imagens de sua vida na Califórnia e reflexões pessoais sobre a vida, o amor, e outros temas.

"Faço os vídeos para a minha evolução. Gosto de pegar vídeos do meu começo de carreira e ver o que mudou, o que eu estava fazendo. Vejo filme de surfe desde pequeno, sempre gostei muito, sou vidrado", explica.

Em um dos quais é protagonista, "Com Amor, Yago", ele diz que pensa muito nas fronteiras tênues entre sonho e realidade, e como às vezes pode ser difícil distinguir um do outro.

"Essa semana foi um pouco assim: às vezes você entra em competição e fica nesse modo automático, uma bateria atrás da outra, e de repente acaba e você fala: 'nossa, aconteceu tudo isso? Cheguei até aqui? Eu nem lembro do percurso todo'", diz, com um sorriso de canto de boca.

Nos últimos anos, Dora mostrava certa reticência com as competições e vivia o "freesurf" como uma espécie de ideologia. Em Saquarema, mostrou que pode conseguir conciliar ambos com sucesso. 


Quinta, 18/5/2017 10:05.




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