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Astrônomos descobrem nova "Superterra"
Divulgação.

SALVADOR NOGUEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A busca por sinais de vida fora do Sistema Solar acaba de ganhar um ótimo reforço, com a descoberta de um mundo rochoso, um pouco maior que a Terra, orbitando na zona habitável de sua estrela-mãe, localizada a cerca de 40 anos-luz daqui.

A pequena LHS 1140, na constelação austral da Baleia, é uma anã vermelha com cerca de 15% da massa do nosso Sol. E agora os astrônomos descobriram que ela tem um planeta com diâmetro 40% maior que o da Terra –uma "Superterra"–, que completa uma volta ao redor dela a cada 25 dias.

O que deixa os pesquisadores empolgados é que sua distância "modesta" permitirá a sondagem da atmosfera do planeta com a próxima geração de telescópios, no espaço e em solo, a começar pelo James Webb, satélite que a Nasa pretende lançar em 2018.

A ideia é que futuros equipamentos, mais sensíveis, possam observar a estrela no momento em que o planeta passar à frente dela. Com isso, parte da luz atravessaria a borda da atmosfera planetária, carregando uma "assinatura" dos gases presentes.

"Estamos agora fazendo os cálculos para ver exatamente o que poderíamos detectar com o James Webb e possivelmente com o Giant Magellan Telescope, que está sendo construído no Chile", disse Jason Dittmann, pesquisador do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, e primeiro autor da descoberta, publicada na revista "Nature".

"Esperamos ser sensíveis a água e ozônio, e estamos otimistas de que poderíamos detectar oxigênio molecular –a molécula de O2 que respiramos– assim como metano e dióxido de carbono."

A descoberta original foi feita com a rede de telescópios MEarth, destinada a buscar planetas similares ao nosso em torno de anãs vermelhas próximas.

São dois conjuntos de quatro telescópios de 40 cm de abertura, um instalado no Arizona, EUA, no hemisfério Norte, e outro no Chile, no hemisfério Sul. Com isso, os astrônomos têm acesso a 100% da abóbada celeste para buscas.

Os telescópios fazem descobertas medindo a redução de brilho causada pela passagem de um planeta à frente de sua estrela-mãe. A técnica é boa para fornecer o diâmetro planetário, mas em geral não permite estimar a massa.

No caso de LHS 1140b, os astrônomos solicitaram uma bateria de observações com o Harps, um espectrógrafo instalado no telescópio de La Silla, também no Chile.

É um instrumento que permite medir o bamboleio gravitacional da estrela conforme ela é atraída suavemente, para lá e para cá, por planetas girando ao seu redor. O método é complementar e permite estimar a massa dos planetas, mas não seu diâmetro.

Após 144 medições precisas da chamada "velocidade radial" da estrela (termo técnico para o "bamboleio"), os cientistas estimaram que o planeta tem cerca de 6,6 vezes a massa da Terra. Pode parecer um número enorme, mas essa massa toda se distribui por um volume bem maior, porque o diâmetro do planeta é 40% maior que o do nosso.

Na prática, o mundo recém-descoberto é cerca de duas vezes mais denso que a Terra –provavelmente com um núcleo metálico mais avantajado. Sua gravidade, na superfície, deve ser três vezes mais intensa do que aqui.

Com essa massa e esse diâmetro, o planeta certamente é rochoso e está numa posição que, em tese, permitiria a presença de água em estado líquido na superfície.

A LISTA CRESCE

O planeta LHS 1140b se junta aos mundos do sistema Trappist-1 na lista de alvos preferenciais para o Telescópio Espacial James Webb, assim como para os telescópios de solo de próxima geração, que devem começar a operar na próxima década.

E tome nota, pois essa lista deve aumentar e muito nos próximos anos. A essa altura, já ficou claro que planetas rochosos na zona habitável em torno de anãs vermelhas próximas são comuns.

Entre o fim deste ano e meados de 2018, a Nasa também deve lançar ao espaço o Tess, novo satélite caçador de planetas destinado justamente a fazer a busca sistemática de alvos similares ao LHS 1140b.

Não é impensável imaginar que, até 2020, os astrônomos terão centenas de planetas potencialmente habitáveis ao alcance do escrutínio com seus telescópios. Já uma viagem até o novo planeta deve demorar –ela levaria 700 mil anos com a tecnologia de hoje. 


Quinta, 20/4/2017 6:21.


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