Jornal Página 3

Achutti diz que empreendedor do BC Port construiu sobre terreno público
Arquivo JP3.
A obra do tabelionato, no início da Quarta Avenida.
A obra do tabelionato, no início da Quarta Avenida.

Quinta, 18/5/2017 14:50.

O vereador Marcelo Achutti denunciou hoje (18) que o idealizador do BC Port, André Guimarães Rodrigues, e familiares estão construindo o prédio de um cartório na Quarta Avenida esquina com Avenida do Estado e parte dele se situa sobre um terreno que pertence ao município.

Ali funcionará futuramente o 1º Tabelionato de Notas e Protestos de Títulos de Balneário Camboriú.

André Guimarães Rodrigues tem hostilizado o vereador em redes sociais o que o levou a buscar mais informações sobre o empreendedor.

Não haveria ligação entre um cartório e o projeto de um porto para navios de cruzeiro se o cartório não pagasse despesas que são do BC Port.

Os documentos abaixo mostram que foi da conta bancária do cartório que saíram R$ 1.819,60 para pagar custa judiciais de um processo movido pela BC Port contra a prefeitura de Balneário Camboriú.

 

 

 

No local da obra funcionavam revendas de veículos. O proprietário anterior desse imóvel tentou, em 2015, adquirir a área pública, mas sem sucesso.

Em 17 de agosto de 2015, após consulta dos proprietários vizinhos, os arquitetos da prefeitura Sergio Luiz Baggio, Helvys Zermiani e o engenheiro Claudinei Triches emitiram parecer que aquela área não poderia ser vendida porque interessava ao município para reformulação do sistema viário, inclusive há um viaduto planejado para a região.

A prefeitura não vendeu a área, mas a obra do cartório avançou sobre ela segundo o vereador Achutti.

Por isto, ele oficiou na tarde de hoje à Secretaria do Planejamento, ao Departamento de Patrimônio do Município e ao Ministério Público, denunciando a invasão.

Oficiou também à Secretaria da Fazenda para que não seja concedido Habite-se ao cartório enquanto a situação não for regularizada.

O Página 3 não conseguiu falar com representantes da BC Port no fone indicado pela empresa em documentos públicos. O espaço fica aberto para manifestações.

O Página 3 tentou contato com a tabeliã que não se encontrava no tabelionato e a telefonista não soube indicar o nome ou telefone da arquiteta responsável pela obra. O espaço para esclarecimentos está em aberto.


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