Jornal Página 3

Policial teria sido morta dentro de casa, por causa de ciúmes
Daniele Sisnandes/Página 3
O comandante do 12º Batalhão Evaldo Hoffmann e o delegado Vicente Soares
O comandante do 12º Batalhão Evaldo Hoffmann e o delegado Vicente Soares

Sexta, 8/12/2017 17:52.

Em coletiva na manhã desta sexta-feira (8) o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar Evaldo Hoffmann e o chefe da Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú Vicente Soares apresentaram os fatos apurados até o momento sobre o feminicídio da policial civil Karla da Silva de Sá Lopes, 28 anos.

Ela era moradora de Itapema, foi assassinada com um tiro na cabeça e enterrada na Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú.

O marido da vítima, o policial militar da reserva Luis Fernando Palhano Lopes, 52 anos, fez uma confissão informal, mas depois por orientação do seu advogado permaneceu calado e não admitiu mais a autoria do crime.

O crime

Karla estava há um ano na polícia e ia começar em uma nova comarca na semana que vem

As polícias informaram que o crime aconteceu na madrugada de terça para quarta. O marido comunicou por volta das 13h30 de quarta (6) à central 190 que a esposa estava desaparecida. Ele disse inicialmente que ela teria saído para caminhar como fazia todas as manhãs e não havia retornado.

As polícias começaram um trabalho integrado de trocas de informações e suspeitaram do marido, que dava respostas evasivas e não sabia precisar horários. Também chamou atenção o fato de ele ser policial e não ter registrado um boletim de ocorrência.

O comandante da Polícia Militar de Itapema, capitão Rodrigues, foi até a residência do casal e teve uma longa conversa com Luis Fernando.

"Na busca pelo esclarecimento dos fatos, destaco a cooperação com a Polícia Militar, na pessoa do capitão Rodrigues, que atuou com extremo tirocínio e habilidade, tendo tato de conversar com o autor do crime que a princípio pareceu uma pessoa muito fria, e conseguiu extrair dele a informação", ressaltou o delegado.

Luis Fernando admitiu o crime para o capitão da PM. Falou que foi motivado por ciúmes e alegou suspeita de traição. 

Luis atirou contra a mulher dentro de casa e indicou a localização do corpo através de um desenho.

Em posse do material, as polícias, o Instituto Geral de Perícias e Instituto Médico Legal encontraram e recolheram o cadáver. Karla foi enterrada em uma área de restinga na Praia de Taquaras, logo após a descida do morro, onde um restaurante foi demolido.

O delegado Vicente contou que o local era de fácil visibilidade. Ele informou que segundo análise do legista, a perfuração condiz com um disparo de 380. A suposta arma do crime está com a polícia e ainda vai passar por exame.

Luis Fernando se apresentou voluntariamente e está tutelado no batalhão da PM, onde deverá permanecer até o julgamento. Por orientação da defesa, ele resolveu permanecer calado e não assinou a confissão oficialmente.

Histórico violento

Ainda não se sabe se houve algum tipo de violência anterior contra a policial. Os vizinhos disseram que não ouviram nada na noite do crime, nem o tiro.

Luis Fernando também não deu detalhes de como teria feito o transporte do corpo até a praia.

Conforme o delegado Vicente, o acusado tinha histórico de violência doméstica contra uma ex-esposa, porém não havia fatos registrados contra Karla.

Ela tinha um filho de 13 anos, de um outro relacionamento. O menino não estava em casa, estava com a família dela em Lages. Luis Fernando também tinha filhos do relacionamento anterior, inclusive a filha dele é policial civil na cidade de Itapema.

Karla e Luis eram da serra catarinense. Estavam juntos há 10 anos. Ela conheceu o policial muito jovem, com apenas 18 anos.

Ele não chegou a exercer a profissão no Litoral. O cabo entrou para a reserva remunerada (aposentadoria dos militares) em 2013, após 30 anos de serviço.

Já Karla, 28 anos, acabava de começar a carreira na Polícia Civil, onde estava há um ano. Ela atuava em Correia Pinto e tinha pedido transferência para São João Batista, onde assumiria o posto na próxima semana.

A Polícia Civil representou contra Luis Fernando, que teve prisão preventiva deferida pela Justiça. Ele será indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver. A pena varia entre 12 e 30 anos de prisão.


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