Jornal Página 3

Professor e líder indígena é espancado e morto na noite de Ano-Novo em SC
Reprodução
ìndio Marcondes Namblá, morto a pauladas
ìndio Marcondes Namblá, morto a pauladas

Quinta, 4/1/2018 9:22.

(FOLHAPRESS) - O professor e líder comunitário indígena Marcondes Namblá, 36, morreu nesta terça (2) após ter sido espancado na noite de Ano-Novo em uma praia do município de Penha, no norte de Santa Catarina.

Ele foi encontrado já desacordado e foi levado a um hospital da cidade de Itajaí (SC), mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Polícia Civil de Balneário Piçarras, vizinha a Penha.

Câmeras de segurança de um estabelecimento próximo ao local do crime mostraram o indígena sendo espancado com um pedaço de madeira por um homem com um cachorro.

Casado e com cinco filhos, Namblá morava em José Boiteux, onde fica a comunidade indígena. Ele estava em Penha vendendo picolés, aproveitando o período de alta temporada no turismo local para fazer trabalho temporário.

PEDIDO DE JUSTIÇA

A morte de Namblá gerou revolta na comunidade onde ele atuava como juiz e professor e na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), onde se formou na primeira turma do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, entre 2011 e 2014.

A Regional Sul do Conselho Indigenista Missionário emitiu nota na qual expressa indignação pela morte do professor e aponta que o crime não é um caso isolado.

"Há urgência no combate às violências físicas, mas é igualmente urgente coibir aqueles que propagam o ódio, a intolerância e o desrespeito ao modo de ser dos indígenas. Há que se combater o crime de racismo constantemente veiculado pelas redes sociais, inclusive nos sites de notícias".

"Marcondes tinha posicionamentos claros quanto ao lugar da escola na formação das crianças e jovens de sua terra indígena, tinha projetos ligados à revitalização da língua Laklãnõ-Xokleng e tinha a intenção de ter uma renda extra neste verão. Tinha tudo isso quando saiu na rua, foi abordado e brutalmente assassinado", lamentou o Núcleo de Estudos de Povos Indígenas da UFSC em nota.

Como trabalho de conclusão de curso na UFSC, Namblá estudou a infância dos indígenas de sua comunidade e a prática dos banhos nos rios, afetados pela Barragem Norte, em José Boiteux. Construída em 1992 para prevenir as enchentes que castigam o Vale do Itajaí, a barragem atingiu terras ocupadas pela comunidade indígena Laklãnõ-Xokleng, da qual o pesquisador fazia parte. 


Publicidade


Cidade

Programa não está claro e há hesitações políticas  


Política

“Reunião extraordinária não é para discutir cemitério e roda gigante”, disse vereador


Cidade

Desde 2012 governadores de plantão estão prometendo a obra


Policia

Combater pertubação do sossego é a segunda principal ocorrência para a PM    


Equilíbrio

Secretária vai palestrar no dia 23


Geral

Ele foi levado pela correnteza na semana passada


Policia

Bandidos invadiram loja de roupas na Terceira Avenida 


Variedades

Na telona grandes artistas da música brasileira


Opinião

Artigo de opinião


Cultura

Dica de passeio cultural de verão


Cidade

O serviço não tem ônus adicional, é programado e deve ser agendado por telefone